sábado, 9 de março de 2013

Você era indiscutivelmente melhor...


           Meu desejo mais sincero é que você voltasse a me tratar como uma estranha. Daquela forma que me tratava quando nos conhecemos, sabendo que isso era exatamente o que nos definia, dois estranhos brincando de afinidades. Você dizia meu nome do diminutivo, sem nem saber se isso combinaria com meu tipo físico, mas eu entendia sua tentativa de demonstrar um lado fofo. Sabia que estava tentando me cativar, mas às vezes fingia que não. Fingia que não entendia suas cantadas, ria, depois mudava de assunto. Você ainda se lembra de como eu era boa nisso? E mesmo fugindo de alguns assuntos, eles pareciam nunca ter fim. Surgiam com a mesma facilidade que nossas conversas fluíam. E agora, enquanto escuto essa canção melodramática da banda mais recente que encontrei, preciso admitir que trocaria o que temos pelo que tínhamos, sem pensar muito.




3 comentários:

Bia Hain disse...

É, Laís, o frescor da inocência do início do relacionamento não pode se perder com o tempo. Um abraço!

Jones disse...

Às vezes, isso acontece e a gente não sabe dizer muito exatamente o porquê nem o que fazer.. Mas, a gente vai aprendendo e crescendo né. ;p
Sou novo por aqui, Lais.
E estou te seguindo! ;)

Mateus Medina disse...

As memórias vencem sempre a realidade. Também, costumamos lhes dar cores novas, cheiros novos, enquanto por paradoxal que seja, a realidade segue nua... e crua.

beijos